8º Encontro 2012
Figueira da Foz
A forma como essa guerra ficou para a História é justa ou injusta?
Tenho para mim que a História correcta está por fazer. Só se fará dentro de algum tempo, até porque a nível político, quer com Marcelo Caetano quer com Salazar, não houve guerra em África, mas acções policiais. E essa posição tem consequências graves para aqueles que sofreram a guerra.
(tirado do site www.ligacombatentes.org.pt ). E eu acrescento: Estes putos que nasceram depois do 25 de Abril de 1974 e que não sabem dos valores pátrios precisavam de estudar urgentemente História de Portugal. É sabido que em Portugal não existe a coragem de se escrever a sua história tal como ela foi para não melindrar certos clãs, certas pessoas. A verdade é sempre nua e crua e há quem não goste da verdade.
Caros Colegas e ex-combatentes da companhia de Caçadores 2726 formada no RI 18 em finais de 1969 princípios de 1970 nos Arrifes, Concelho de Ponta Delgada, o nosso próximo encontro já começa a ser badalado. As cartas convites já chegaram:
Caros Amigos,
Como já entrámos no ano do nosso 8º Convivio, já está em andamento a sua organização, que como se devem lembrar, durante o convivio do Faial/Pico, foi escolhida a cidade da Figueira da Foz, sendo os responsavéis pela sua organização, Fernando Serra, Carlos Cabral e Urbano Oliveira..
Eu irei prestar um pequeno contributo, que aliado à experiência que tenho adquirido ao longo destes oito anos, poderei ter alguma utilidade na logística de todo este processo.
Com este nosso primeiro contacto, apenas pretendemos saber com a máxima brevidade o seguinte:
- A disponibilidade de cada um para estarem presentes; em caso afirmativo:
- Estimativa do número de familiares ou amigos que vos acompanharão; e
- Se pretendem ou não ficar alojados nas instalações hoteleiras que a comissão seleccionar.
No fim de semana passado, desloquei-me à Figueira da Foz, onde em conjunto com os membros da organização, visitámos algumas unidades hoteleiras, bem como estaurantes, com a finalidade de obtermos as melhores condições.
O Hotel Wellington, que nos pareceu ter a melhor relação preço/qualidade, solicitou que efectuássemos a pré-reserva com a máxima brevidade, visto que a sua disponibilidade é de apenas de 25 quartos
Os primeiros elementos a confirmar a sua presença, ficarão alojados neste Hotel,os restantes serão distribuidos por outras unidades hoteleiras das imediações.
Nota: Neste Hotel, o preço da diária com pequeno almoço é de 47€ por casal.
Em quarto single, também com pequeno, a diária será de 39€.
Até 20 de Fevereiro é exigido 50% de pré-pagamento do total da estadia.
Brevemente será enviada carta com os restantes detalhes.
Mais uma vez pedimos maior celeridade da vossa parte.
Um abraço da Comissão Organizadora
Luis Paulino
Depois desta primeira carta veio a segunda com mais pormenores. E segundo consta do que vai passando de boca em boca estes nossos encontros estão considerados os mais bem organizados de todos os encontros realizados por ex-combatentes. Até prova em contrário somos os que mais intensamente vivemos estes reencontros. E não admira, pois, 32 anos depois podermos usufruir destes belos momentos de ainda estarmos vivos depois de termos passado por uma guerra colonial.
Comissão Organizadora do 8º Convívio
Companhia de Caçadores 2726Av. Bomb. Voluntários, 46 – 4º Esq.
1495-021 Algés
Algés, 20 de Fevereiro de 2012
Assunto: Convite para o 8º Convívio da C. Caçadores 2726/Pelotão de Obus
Figueira da Foz - 21 a 24 Junho de 2012
Prezados Amigos e Companheiros,
Na sequência da carta enviada em 26 de Janeiro passado, vimos novamente à v/presença com a intenção de informarmos que os procedimentos de maior relevância já estão praticamente concluídos, havendo necessidade de limar apenas pequenas arestas.
Esta carta está apenas a ser endereçada aos elementos que neste momento já confirmaram as presenças e para os que também já solicitaram as pré-reservas no hotel.
Agradecemos que nos confirmem se mantêm a intenção de estar presentes e em caso afirmativo, devolvam a inscrição abaixo devidamente preenchida, até ao próximo dia 29 de Fevereiro, visto que nesse dia, terá que ser enviada a Lista de Quartos para o Hotel Wellington.
Em anexo à Inscrição deverá ser enviado um cheque cruzado de 45€/pessoa, à Ordem de Luis Paulino ou, em alternativa, Transferência Bancária, para o NIB: 0018 0003 2138 5554 0202 7 devendo neste caso, anexar o comprovativo da respectiva operação.
Esta importância destina-se ao pagamento de: Cocktail da Recepção, Almoço Convívio, Brinde, Animador Musical, Grupo Folclórico e autocarro.
Ao contrário do que foi mencionado na carta anterior, o pagamento do Hotel será efectuado por cada um de vós, no dia da saída.
Ponto de Encontro: Hotel Wellington – Rua Dr. Calado, 23/27 – Figueira da Foz
Obs. Esta Rua tem apenas sentido único, da Av. Marginal, (junto à Torre do Relógio) para o interior da cidade
podendo apenas ser utilizada para saída e tomada de hóspedes do hotel.
Está a ser equacionado neste momento a hipótese de parqueamento de todas as viaturas em local próximo do hotel.
Saudações Cordiais
Pela Comissão
Luis Paulino
Confirmo Nº ____ presenças no 8º Encontro da C.Caç.2726 / Pelotão de Obus, de21 a24 de Junho de 2012.
Anexo
∏ cheque sobre o Banco _____________________________de _________€ à ordem de Luís Paulino,
∏ Comprovativo da Transferência Bancária de ________€
Alojamento no Hotel: Sim ∏ Não ∏ N.º pessoas _______
Nome Legível
anedota
Plano para tomar o Estado Português
Se desta vez os políticos não tomarem todas as previdências nós as tomaremos
1º A aliança com exército e toda a polícia. Não permitir emigração e colocar todos a darem o seu melhor ao Estado.
2º Prender o Presidente da República e o primeiro Ministro. Assim todo o Governo fica destituído.
3º Colocar os arquipélagos sob rígida vigilância, sobretudo a base das Lajes.
4º Actualizar a Constituição da República e colocar a justiça célere. Em primeiro lugar imunidade para os tomadores do estado.
5º Tomar conta dos pontos estratégicos: comunicação social estatal e privada, produtores de electricidade e água.
6º Abolir empresas público privadas. A TAP deve ser privatizada mas pedir toda a responsabilidade derivada dessa situação
7º Colocar todas as pessoas a trabalhar, principalmente na agricultura de modo a produzirmos o que comemos. Os mais velhos a ensinarem os mais novos. Conservar as empresas rentáveis e dar-lhes todos os meios para aumentarem a produção. As pequenas e médias empresas a terem os devidos cuidados.
8º Adquirir terreno a meio do país e nas regiões autónomas para fazer uma prisão na qual constarão vários ofícios. Os presos ganharão o seu próprio sustento. O estado deixará de subsidiar as prisões.
9º Até termos a nossa dívida paga não há aumentos salariais e estes terão um tecto máximo de cinco mil euros.
10º Eleger uma contabilidade pública e todos os meses dar contas ao povo das receitas e gastos em diário analítico.
Hoje, dia 15 de Junho, vi uma reportagem na RTP1 a respeito de ex-combatentes das ex-colónias que vieram a Portugal tratar de papelada para passarem a receber como ex-combatentes ao serviço de Portugal e que está a ser há anos uma vergonha para o nosso país, onde simplesmente votam ao esquecimento e desprezo tais combatentes. Fiquei revoltado com tal situação. Como é possível deixar aqueles nossos colegas no estado em que estão. Muitos deles deficientes e que vieram por pouco tempo mas que acabaram por serem encurralados no espaço de 10 anos e menos sem poderem regressar ao país de origem.
Isto tem de acabar. Malditos políticos. Malditas leis. Maldita justiça. Isto revolta muito a quem passou por uma guerra colonial. Basta! Dá vontade de afastar quem nos governa. Temos que ser acutilantes com estes políticos e resolver as situações de imediato.
Fotos da internet
O nosso 7º encontro será realizado na Ilha do Faial onde uma ida ao Pico está agendada. No dia 22 de Junho de 2011 chegarão os primeiros ex-combatentes e no dia seguinte os restantes. O almoço no dia 23 será no Fayal Resort Hotel.
um das actuações do rancho folclórico
http://www.youtube.com/watch?v=dJWLruzn5
Caros amigos, no youtube está uma pequena filmagem imitando a canção do CD do nosso Colega Luís Bettencourt
Hoje, dia 15 de Junho, vi uma reportagem na RTP1 a respeito de ex-combatentes das ex-colónias que vieram a Portugal tratar de papelada para passarem a receber como ex-combatentes ao serviço de Portugal e que está a ser há anos uma vergonha para o nosso país, onde simplesmente votam ao esquecimento e desprezo tais combatentes. Fiquei revoltado com tal situação. Como é possível deixar aqueles nossos colegas no estado em que estão. Muitos deles deficientes e que vieram por pouco tempo mas que acabaram por serem encurralados no espaço de 10 anos e menos sem poderem regressar ao país de origem.
Isto tem de acabar. Malditos políticos. Malditas leis. Maldita justiça. Isto revolta muito a quem passou por uma guerra colonial. Basta! Dá vontade de eliminar quem nos governa. Temos que ser acutilantes com estes políticos e resolver as situações de imediato. Com "serimalecos" nunca mais lé se chega.
Fomos a Setúbal fazer o nosso 6º encontro, localidade onde estivemos a fazer o I. A. O. antes de seguir para a Guiné em 1970.
O 5º encontro da nossa companhia de caçadores 2726 realizou-se em terras do norte, Fafe.
Para quem quiser recordar as cantorias, abaixo está o link ao Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=5zdbG2hCn
O 4º convívio foi na Ilha Terceira onde nos alojamos em dois hotéis. Estes encontros estão a movimentar um grupo de pessoas por média de 55 elementos. O programa é sempre esperado com muita curiosidade pois envolve-nos em acontecimentos muito interessantes e que os vivemos com muita intensidade. As fotos são muito elucidativas.
Uma visita aos recantos da beira mar
Uma visita ao Museu do Vinho
Uma visita às fumarolas
Uma visita ao Algar do Carvão
E a seguir o que querem ver?
Uma panorâmica sobre a bela Vila da Praia da Victória onde só aqui já foi Portugal
ou esta....ahahahahahahahahaha
Uma visita a casa do nosso colega
Agora vamos aos touros
à noite vamos até ao centro das festas de S. João
Os que desta vida já partiram estão sempre na nossa memória.
Ao redor da mesa é que se está bem e o convívio sabe ainda melhor.

O terceiro convívio foi no Algarve. Começou por chegar o Justa. O Paulino foi fazer a recepção.
Dos Açores veio um grupo.
Em Aljustrel fizemos uma paragem para um pequeno lanche.
Chegada ao Hotel "Luar"
Depois de de acomodados fomos dar um passeio à beira de falésias.
Depois do passeio, momentos de convívio.
De seguida fomos parar ao restaurante "Mistral"
Reencontros cheios de alegria e emotividade.
http://www.youtube.com/watch?v=ZuWsebd7c
A Missão
Homenagem ao Luís Paulino.
Visita a Sagres
No restaurante Telheiro
Lagos
A Despedida
O segundo encontro foi em S. Miguel com um programa elaborado desde o dia 8 a 13 de Junho. Assim, no primeiro dia, quarta feira, primamos por acolher, aliás como é hábito entre nós, o grupo vindo do Porto que chegou no voo das 14:30. Mas logo de manhã chegou um vôo da América. No dia 9 chegou um grupo pelas 15H00. Uma vez o pessoal em terra fizemos a cerimónia das Boas Vindas no Hotel de Ponta Delgada pelas 17H00. São encontros cheios de emoção onde o coração bate mais.
Na parte da manha do dia 10 foi a cerimónia aos combatentes falecidos no ultramar no lugar onde existe a escultura do soldado, em frente ao hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada. Elementos da Banda Militar estiveram presentes assim como das Forças Armadas. As Bandeiras Nacional e Açoriana foram hasteadas ao som dos respectivos hinos. O governo também esteve representado, a Câmara Municipal de Ponta Delgada, o núcleo da Liga dos Combatentes e os ex combatentes da companhia 2726 com os seus familiares. Depois seguimos para a Igreja Matriz onde a celebração da missa teve lugar depois das 12.30H.
Às 13H00 tínhamos duas viaturas militares para nos levar a almoçar no "Esgalha", Ribeira Grande. A RTP Açores fez uma reportagem sobre o acontecimento, entrevistando no local da homenagem o nosso "capitão" Magalhães, o representante do núcleo, Ferreira de Melo, onde disse terem passado pela guerra vinte mil açorianos, e no restaurante do nosso colega Humberto, entrevistou o Carlos Vieira, Luís Paulino e o Daniel Teixeira.
Exmo. Sr. Presidente
José Maria P. Ferreira de Melo
Liga dos Combatentes
Av. Infante D. Henrique, 13 –A 1º
9500-150 Ponta Delgada
Assunto: Vossa Ref. 16 de 2004-02-04
Os meus respeitosos cumprimentos.
Venho agradecer, gentilmente, a V. Ex.ª todo o empenhamento na causa de utilização da viatura do Comando Operacional dos Açores na pessoa do Sr. Tenente Coronel José Carlos Cadavez. Porém a estratégia a nível de pessoal aumentou, nesta data, para 55 pessoas o que nos coloca numa situação de meios locomotivos insuficientes. Por isso venho em nome desta comitiva solicitar os Vossos préstimos de mais uma viatura para assegurar o respectivo transporte militar.
Trata-se da primeira vinda de antigos combatentes na Guiné da Companhia de Caçadores 2726 aos Açores para um segundo convívio, tendo o primeiro sido realizado em Algés o ano transacto, pelo que estamos empenhados em tratar deste assunto o melhor possível. Toda a contabilidade que envolve esta deslocação tem custos e trazer um contingente desta envergadura aos Açores não se torna fácil. Toda a colaboração é bem-vinda o que ficaremos muito gratos.
Sem outro assunto de momento, subscrevo-me com toda a consideração e estima,
Boa Vista, 2005-04-29
Depois do almoço recheado de boa disposição foi o regresso a Ponta delgada.
No dia 11 de Junho de 2005, Sábado, fomos dar um passeio às Furnas nas viaturas militares que às 10 horas estavam prontas para nos iniciar ao belo espectáculo das nossas paisagens.
No dia 12 fomos percorrer o Concelho de Ponta Delgada numa viatura cedida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada.
Neste dia fomos fazer uma visita ao Regimento de Guarnição nº 2, antido B. I. I. 18, onde formamos a nossa companhia. Depois almoçamos no Park Hotel para de seguida irmos visitar as Sete Cidades.
No dia 13 de Junho fomos visitar o Concelho da Ribeira Grande passando pela Lagoa do Fogo e Caldeiras da Ribeira Grande. O tempo não ajudou muito.
Foi o fim de um encontro e projecção de outro para que enquanto neste planeta estivermos podermos desfrutar do ambiente caloroso gravado nas nossas memórias.
Os nossos agradecimentos foram enviados num protótipo de carta para o núcleo dos ex-combatentes na pessoa do Sr. Ferreira de Melo, Sra Berta Cabral e Câmara da Ribeira Grande.
Depois do serviço militar cumprido foi o regresso a casa. Já não foi de barco mas de avião. Lembro-me que de Lisboa fui pelas Lajes. Inverno e que me vi a ver futebol no campo da Praia. Andei por ali a recordar tempos idos.
Penso que horas depois fui para S. Miguel.
Três anos se passaram e de regresso a casa, como todos os meus colegas de armas, cada um foi para a sua família e recomeçar uma vida ou continuar a que três anos antes estava a fazer.
Separamo-nos simplesmente, já nem sei se com despedidas ou se simplesmente ansiosos por deixar aquela vida militar. Cada um à sua maneira desapareceu integrando-se de onde saiu. Muito mais tarde vim a saber que a grande maioria emigrara dos Açores.
A companhia era formada de Açorianos, cem homens, tendo como graduados continentais com a minha excepção.
Saber que se vai deixar a guerra é algo que só quem passa por essa situação sabe dar o real valor. Por mais que se conte apenas se pode fazer uma ideia. Volvidos que são 38 anos e não me lembrar como deixei a Guiné e cheguei a S. Miguel quer dizer que mais que tudo era mesmo ver-me livre daquele tipo de vida e engrenar noutra de outra maneira, saber que se está vivo, e que no planeta existe outro modo de se estar. Mas eu sei que há muitos que se lembram desta fase e vou tentar falar com alguém que se recorde.
O que me lembro é que tirei um mês de férias, fui inscrever-me no fundo de emprego. Fui chamado para trabalhar no Hotel das Furnas, na recepção. Penso que em Abril de 1972 estava a começar nova vida, jovem, irrequieto, procurando muitos projectos para o futuro. Foi uma experiência nova, contactar com muita gente que por ali passava vindos do estrangeiro. Foi aqui que conheci o Jan Blazec, da então Checoslováquia, que me levou notícias para a minha amiga jornalista, Georgine Rholikova que morava em Praga. Esta amiga e o Hans Boe, da Dinamarca, foram conhecimentos adquiridos no meu tempo de estudante e relativo a uma colecção de selos que tínhamos. Como era bom ter selos de outros países escrevi uma carta que enviei para muita gente de diversos países, já com selos dentro do envelope, para que me enviassem selos por troca. Na altura contactar países comunistas era algo um tanto ou quanto estranho.
Mas estive pouco tempo nas Furnas. Na altura comecei a sonhar com outras paragens onde se pudesse trabalhar mas ver resultados. Em Agosto de 72 estava a casar no Pico para de seguida apanhar barco, o Funchal, e ir para Lisboa. Aqui, fui fazer uma visita aos meus professores, padres e irmãos, na Penha de França, Rua Francisco Pedro Curado, nº 1, onde, ainda me lembro, o P. Tomás me dizer que Angola estava prestes a ser independente. E o que iria fazer para lá. Aquilo soube-me a uma coisa muito estranha. E não assimilei nada. Fui para Luanda já casado com minha primeira mulher. Estive em Luanda três anos onde trabalhei no Banco Pinto Sotto Mayor e no Banco de Angola. Veio o 25 de Abril de 1974 e Junho de 1975 estava de regresso a S. Miguel, Açores. Trabalhei na Companhia de Transportes Marítimos uns três anos e depois vinte anos na TAP. Em 1988 resolvi juntar os meus trapinhos com os de Cristina Borges.
Trinta e dois anos depois de sair da tropa, ou seja em 2004, recebo um telefonema do Furriel Paulino a falar num encontro da companhia de Caçadores 2726 em Algés. Ao fim deste tempo todo juntar a malta era um acontecimento fenomenal. Foi um encontro de emoções muito fortes. Reencontrar velhos guerrilheiros que estiveram em Cacine e Cameconde foi por à prova corações já de muita idade. Alguns até vieram munidos de fotos para podermos reconhecer quem era quem. Foi muita emoção. Evidente que muitos vieram acompanhados com as esposas. O que terão pensado? Ao verem os maridos a vibrarem de tanta emoção!
Ainda se lembram do convite e do cuidado do mapa a indicar o ponto de encontro?
Foi a partir duma lista que só o nosso Paulino pode contar como lhe foi parar às suas mãos e que a partir dela contactou com a malta. Imaginem o trabalhão que não foi! É graças ao nosso Paulino que tivemos a felicidade de nos podermos juntar novamente rodeados dos nossos familiares.
As nossas emoções fortes deste primeiro encontro foi graças ao mentor destes encontros: o Paulino.
Estás a ver estes aqui.......
Ehhhhh...há quantos anos!!!!!!
Estes...deixa ver quem são...
Quem é aquele além?
Eh Pas! Como este pessoal mudou. Se não trouxesses estas fotos
antigas nunca mais os reconheceria! iiiiiiiiiiiiiiiiiii ...pois, já lá vão 32 anos!
Este reencontro depois de 32 anos serviu, também, para mil e uma pergunta.
Em 1976, quatro anos depois de ter deixado o serviço militar, foi publicado um livro "Angola - os vivos e os mortos" cuja dimensão foi aproveitada por ciclopes em que a regra é, no meio em que se vive, rei quem tem um olho. O império russo tinha a sua influência assim como a América a dela.
Mas em Portugal e seus territórios (que antes eram de outros) o comunismo teve mais força. Hoje ainda sofremos as consequências dessa desastrosa entrega que os militares se encarregaram de fazer.
"Os condicionalismos que inibiram os portugueses sitiavam-se muito longe da Metrópole. Tivesse Spínola lido atentamente Lenine, o seu procedimento seria outro. Para os Russos, é vital exacerbar os nacionalismos no Mundo. Não o escondem: está publicado em livros que editaram.
Nesse contexto, Paris foi a cidade escolhida para, em Setembro de 1973, os partidos comunista e socialista portugueses talharem e retalharem o Ultramar. Se o moscovita Barreirinhas lutou por sua "dama", Mário Soares foi o cavalo de Tróia, como agente-motor da estratégia global do Partido Comunista.
Ambos são réus de alta traição ao povo português. Eles e os seus satélites. Os dois partidos melhor organizados no País dispõem - e dispuseram antes do 25 de Abril - de fundos inesgotáveis para minguar Portugal até às dimensões de uma quinta abaixo da pontuação contemplada pela mais benevolente Reforma Agrária".
"Almeida Santos, não obstante uma sensibilidade nunca desmentida, uma inteligência constantemente exibida, um espírito democrático evidenciado desde a sua permanência na Beira (invoco o testemunho insuspeito do Eng. Jorge Jardim), apareceu à varanda do palácio, com o Dr. Diógenes Boavida, amigo e condiscípulo, que lhe enalteceu as qualidades. Recebeu vaias e insultos. Os Angolanos estavam cansados de farsas e desilusões. Não aceitavam o processo que se delineara nas suas costas e, friamente, fora posto em execução, contra os seus desejos e contra os seus legítimos direitos".
São extractos do livro acima mencionado.
“Melo Antunes ambicionava ser um filósofo social. É, quando muito, um capitão de artilharia a ler obras político-sociais entre o arame farpado de S. Salvador do Congo”.
"Importa desmitificar a revolução dos cravos (vermelhos), que sangrou o País dos seus técnicos, da sua inteligência, do seu equilíbrio emocional, um 25 de Abril talhado à medida dos medíocres, dos falhados, dos senhores com alma de lacaios”.
Hoje, 26 de Janeiro de 2011 continua a ser assim.
"Franco atraiçoou o general Silvino Silvério Marques, guardando a sua canina fidelidade de "bufo" para Rosa Coutinho, e de há muito usava a coleira do MPLA".
Vasco Gonçalves foi um louco.
Na origem deste contexto da desolada vida angolana surgira em Luanda em Julho de 1974 a "branca flor", o almirante de pacotilha Rosa Coutinho que vagueou pela castigada terra de Angola, judas sem honra, sem integridade, sem patriotismo.
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